Quem descobriu o Brasil??? Foram os povos indígenas!

É, realmente o povo indígena é muito maltratado, não se tem respeito pelo ser humano, pelo cidadão que eles são.

A violência contra os povos indígenas.

Essa violência que o BOCA DE RUA se reporta, não é apenas a violência física, é sim uma violência ainda pior, pois se trata de violência contra esse povo, de maneira geral, que seria o atendimento precário na Saúde, atendimento também precário na Educação e na Segurança que eles não têm e quando tem é de maneira totalmente inadequada para um ser humano.

A cultura indígena é uma cultura que devemos preservar, tendo em vista, daqui mais alguns anos, caso não preservarmos, teremos exterminado boa parte de nossa história, pois tudo começou com esses povos.

QUEM DESCOBRIU O BRASIL???

Não foi, nem de longe o tal do PEDRO ALVARES CABRAL, pois quando ele aqui chegou esse povo indígena já habitava o Brasil, o Brasil já havia sido descoberto por eles, por que então não preservamos esse povo que deu início à nossa história?

MANIFESTAÇÃO PACÍFICA DOS POVOS INDÍGENAS.

Deu início, neste dia 15 de Julho de 2013, por volta de oito horas da manhã, uma manifestação pacífica dos povos indígenas, no polo que eles têm na área central da cidade de Peruíbe, eles reivindicam MELHORIA NA SAÚDE PÚBLICA, Educação, Segurança e que haja saneamento básico na aldeia onde eles moram.

Foram colocados vários cartazes de reivindicações, as reivindicações vão desde atendimento digno para os povos indígenas, respeito para com eles, que são seres humanos iguais a todos nós, até que está tendo favoritismo com indicações de cargos, veja:

OS CARTAZES.

O BOCA DE RUA defende os indefesos, os povos indígenas querem que médicos sejam disponibilizados para eles na aldeia, com atendimento dentro da aldeia, existe esse polo que fica na área Central da cidade de Peruíbe, é muito difícil para mães que tem seus bebês de colo e para os idosos se locomoverem até a base onde teria que ter o atendimento a eles, ocorre que quando eles chegam, às vezes não tem ninguém para atendê-los, dias atrás uma criancinha ficou doente era uma emergência teria que ser atendido de urgência, quando chegaram com o bebê ao polo não havia veículo para remoção da criança, pois segundo eles disseram que o veículo que é para servi-los estava, nesse mesmo dia, no Atacadão de Praia Grande fazendo compras, eles reivindicam veículos em condições de trafegar e motorista responsável, e que o veículo esteja sempre a disposição deles, tendo em vista, o veículo ser para essa finalidade.

Quando foi por volta de 16 horas chegou a Polícia Federal, para conversar com eles e ouvir as reivindicações, que foram, de maneira genérica, atendimento digno em todos os aspectos.

A indignação maior e reivindicação deles, é para ter remédio, atendimento digno respeito e dedicação principalmente com as crianças e os idosos, isso é o mínimo que eles exigem e com todo direito deles, eles só querem que cumpram a Constituição na íntegra, eles não estão reivindicando nada daquilo que não é direito deles legalmente constituído.

TUDO CONTINUA IGUAL!

Hoje (16/7) o BOCA DE RUA esteve novamente no polo, o BOCA ligou para o Secretário da Saúde que compareceu ao local e os índios fizeram vários pedidos ao Secretário da Saúde que se prontificou em ajudá-los, pelo menos para arrumar cobertores, remédios, enfim, o básico para eles poderem ficar até sexta-feira no local, ocupando o prédio que serve de polo para atendimento médico, quando será realizada uma reunião em Itanhaém para solucionar o caso deles, as reivindicações deles são as seguintes:

Melhoria no atendimento da Saúde, melhoria na Educação , na Segurança e saneamento básico na aldeia, eles querem médicos atendendo nas aldeias sem ter que precisar se deslocar para vir ao polo e quando chegam, às vezes não têm atendimento digno.

A CULTURA INDÍGENA TEM QUE SER PRESERVADA.

Veja só que maneira inteligente de manifestar, com cantigas própria dessa cultura que é bem brasileira, bem raiz, que é nossa origem, nossa verdadeira história, foi através desses povos que tudo começou.

Podemos ver que tudo começou através desses povos, que inúmeras cidades do Brasil tem nomes de origem indígena, tais como: PERUÍBE, ITANHAÉM, MONGAGUÁ, JUQUIÁ, ITARIRI, IPAUÇU, PIRAJU, PARAGUAÇU, BAURU e por aí vai a fora que se for mencionar todas as cidades que tiveram como fundadores os índios, dariam muitas páginas de matéria, então, o mínimo que temos que ter por eles, é RESPEITO.

CARTA DE UM ÍNDIO SÁBIO AO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS EM 1855.

Carta do índio
Texto do Chefe Seatle, distribuído pela ONU (Programa para o Meio Ambiente) e aqui publicado na íntegra.

A CARTA.
É um pouco longa, mas vale a pena ler até o final.

“O que ocorrer com a terra, recairá sobre os filhos da terra. Há uma ligação em tudo”. No ano de 1854, o presidente dos Estados Unidos fez a uma tribo indígena a proposta de comprar grande parte de suas terras, oferecendo, em contrapartida, a concessão de uma outra “reserva”. O texto da resposta do Chefe Seatle, distribuído pela ONU (Programa para o Meio Ambiente) e aqui publicado na íntegra, tem sido considerado, através dos tempos, um dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos a respeito da defesa do meio ambiente. “Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa ideia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los? Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho. Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem – todos pertencem à mesma família. Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós. O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos . Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós. Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais. Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão. Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto. Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda. Não há um lugar quieto nas Cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos. E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros. O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro – o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados. Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo. Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá ao s filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos. Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todos as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo. Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos – e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: o nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês pode m pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e feri-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos. Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domado os recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência.

SABEDORIA DE UM VELHO ÍNDIO

Um velho índio descreveu certa vez os seus conflitos internos:

«Dentro de mim existem dois cães, um deles é cruel e mau, o outro é muito bom e dócil. Eles estão sempre a lutar».

Quando então lhe perguntaram qual dos dois cães ganharia o combate, o sábio índio parou, reflectiu e respondeu:

«Aquele que eu alimentar».

POSTADO PELA EQUIPE DO BOCA DE RUA

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8 respostas a Quem descobriu o Brasil??? Foram os povos indígenas!

  1. Fabio de Moraes disse:

    Índios de calça jeans, camiseta Adidas, relógio, smartphone ? O mais perto de índio que eles tem é um cocar comprado na 25 de março.

    • Fabio, essa despersonalização dos índios devemos, infelizmente, dar graças ao homem branco que sempre em suas atitudes foi cruel, hoje o índio não sabe mais se é índio ou branco, estão tendo que se adaptar aos métodos dos brancos ao passo que os métodos deles são bem naturais, então, se eles estão distantes de suas origens isso é graça a ação malévola do homem branco, mais precisamente dos religiosos que querem que eles abandone os cultos religiosos deles para seguirem os da cultura do homem mau branco.

      Se eles estão fora do habitat deles e dentro do mundo dos brancos então estão tendo que se adaptarem, a qualquer custo, aos usos e costumes do branco, e mesmo assim eles estão sendo engolidos pelo sistema capitalista (podre).

      Eles são seres humanos como outro qualquer, sem distinção, sem discriminação e sem preconceito, então por que não viver à moda dos brancos? É lamentável ter que ver uma cultura tão linda e tão natural se perdendo ao longo do tempo.

  2. Fabio de Moraes disse:

    Verdade. Lacrimegei.

  3. Carta escrita em 1855 pelo chefe Seattle da tribo Suquamish enviada ao então presidente dos Estados Unidos da América, Franklin Pierce, quando este propôs ao índio a compra de suas terras, dando-lhe em troca uma “reserva”.

  4. O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro – o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.

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