Radio CBN esteve em Peruíbe e está tendo grande repercussão negativa da cidade.

RADIO CBN

O mês passado (Junho/2015) acompanhamos a Repórter da Rádio CBN (ELAINE FREIRES) a vários locais de Peruíbe, inclusive o BOCA DE RUA a levou até o BANCO DE SANGUE para que constatasse o abandono do local, a levamos à maternidade totalmente fechada há 11 meses por fim fomos até a UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE do Bairro Nova Itariri, era meio dia e estava simplesmente fechada, levamos uma paciente que estava grávida e com infecção urinária, para passar em exame de rotina mas infelizmente a encontramos fechada, numa segunda-feira meio dia e a UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DO BAIRRO NOVA ITARIRI, fechada, parece que o atendimento quem faz lá é a DRA ANA LÚCIA CAMPOS que atualmente está atendendo como diretora do SAMU.

A RÁDIO CBN PRODUZIU UMA SÉRIE ESPECIAL O DRAMA DAS GESTANTES

A Rádio CBN produziu uma Série Especial com quatro capítulos onde relatou o drama das gestantes em todo Brasil.

Para realizar o primeiro capítulo da série “Gestantes em Risco”, a repórter Elaine Freires, esteve em Peruíbe, município do Litoral Sul do Estado de São Paulo, que há dez meses está com a única Maternidade da cidade fechada, após interdição pela Vigilância Sanitária.

Elaine entrevistou médicos, gestantes e mães que perderam seus bebês ainda durante a gestação, por falta de uma Maternidade e Hospital na cidade.

Brasil tem mortalidade materna acima do recomendado pela ONU SEGUNDA, 06/07/2015, 15:18, por Elaine Freires.

Peço, as autoridades de saúde, governantes e legisladores, que procurem encontrar uma solução imediata para essa grave questão, pois um país que não respeita a gestante, e o ato sagrado do nascimento, tem muito o que evoluir, além, é claro de ferir a própria Constituição que prevê, em seu Artigo 196: “A saúde é direito de todos e dever do Estado”.

QUANTOS ÓBITOS INFANTIS HOUVE DURANTE O PERÍODO DE FECHAMENTO DO HOSPITAL E MATERNIDADE?

VELORIO

Do fechamento da Maternidade e do Hospital ocorreram 19 óbitos somente de crianças. Esse numerário conseguimos apenas das pessoas que foram enterradas em Peruíbe, sabemos de vários que foram enterrados em outros locais, como por exemplo São Paulo, o caso recente de uma menina de dez anos que após passar seis vezes na UPA, com Encefalite e o médico a mandando embora para casa quando a família conseguiu transferência a menina já chegou ao Irmã Dulce muito debilitada e os médicos daquele hospital nada puderam fazer para reverter o quadro, a menina veio a óbito e a família ficou tão revoltada da vida que não quis nem que ela fosse enterrada em Peruíbe, preferiram sepultar a menina em outro local.

Basta

QUANTOS ÓBITOS ADULTOS E INFANTIS HOUVE DURANTE O PERÍODO DE FECHAMENTO DO HOSPITAL E MATERNIDADE?

Durante o fechamento do Hospital, ou seja após o fechamento do Hospital, isto é de 01 de Setembro de 2014 até 28 de Maio de 2015, houve um total de 97 (noventa e sete) óbitos. Índice muito elevado para uma cidade que tem o segundo melhor clima do Planeta, e teria tudo para ser uma cidade com qualidade de vida excelente, o que prolongaria a vida de qualquer pessoa, ao contrário de tudo isso, temos esse alto índice de mortalidade em geral.

Apesar de a cobertura pré-natal atingir 91% das mulheres, país tem um índice de 62 mortes a cada 100 mil nascimentos. Segundo a Organização das Nações Unidas, este número deveria ser de no máximo 30. São 32 mil óbitos por ano no útero ou durante o parto.

Desempregada, Ellen Fernanda da Silva, de 18 anos, estava há duas semanas com infecção urinária quando a reportagem CBN a acompanhou no agendamento de um exame na rede pública, no município de Peruíbe, litoral Sul do Estado de São Paulo. Aos sete meses de gestação, ela sentia dores para caminhar. ‘Não tenho R$ 400 para pagar um exame.’ Após procurar atendimento em três postos de saúde, Ellen foi medicada.

Já Solange Aparecida Baesso, moradora de Peruíbe, também, enfrentou uma série de dificuldades até a morte da pequena Marina ainda na barriga da mãe. Isso porque a gestação dela era tratada como uma hérnia abdominal. Aos 44 anos de idade e acima do peso, ela pensava que o corpo se preparava para entrar na menopausa. ‘Descobri com seis meses de gestação que estava grávida e não conseguia marcar ultrassom’, lembra.

Atualmente, a cobertura de pré-natal atinge 91% das mulheres, mas, como mostram os relatos de Ellen e Solange, o agendamento de exames é um grande problema. Isso porque, em muitas cidades brasileiras, os equipamentos são insuficientes. O Ministério da Saúde justifica que a responsabilidade por esse tipo de serviço é dos gestores municipais e estaduais.

A Organização Mundial da Saúde recomenda, no mínimo, seis consultas durante o pré-natal e uma no pós-parto. Os especialistas sugerem entre dois e três ultrassons.

Para o membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia Olímpio Barbosa, não basta expandir a rede pública sem melhorar a qualidade do atendimento. ‘Não adianta oferecer o pré-natal, se ele não tem qualidade e não consegue detectar os problemas gestacionais’, afirma.

Os desafios para a futura mãe na rede pública são inúmeros. Entre eles, a má formação dos profissionais e a falta de especialistas que atendem no pré-natal.

A taxa de mortalidade materna no país é uma das maiores do mundo. A cada 100 mil nascimentos, 62 mulheres perdem a vida, mas pelas metas da ONU, esse número deveria ser de no máximo 30. As principais causas são hemorragia, hipertensão, infecção e aborto. No Brasil, o número de óbitos dentro do útero ou durante o parto impressiona: 32 mil por ano.

A coordenadora-geral da Saúde das Mulheres do Ministério da Saúde Esther Vilela reconhece a gravidade do problema, porém ressalta que o país avançou na cobertura de pré-natal nos últimos 12 anos. ‘A morte materna é evitável em 92% dos casos, sempre nos preocupamos com isso. Porém, temos que comemorar porque entre 1990 e 2012 a taxa de mortalidade caiu 57%’, relata.

O último relatório da ONU sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher concluiu que apesar do Brasil oferecer uma cobertura de pré-natal de 91% e de partos hospitalares de 98%, o alto índice de mortalidade materna sugere que esses serviços têm má qualidade no país.

SOLANGE

Brasil teve mais de três mil leitos de obstetrícia extintos em três anos​ QUARTA, 08/07/2015, 15:10​, ​​​​POR ELAINE FREIRES.

LEITO VAZIO

Levantamento do Conselho Federal de Medicina mostra que a situação se repete na rede particular. Muitas maternidades mudaram de ramo em busca de mais lucro. Para garantir vaga em unidades de atendimento, médicos têm agendado cirurgias cesáreas.

Aos oito meses de gestação, Adriana Rosa ficou ao menos três com infecção urinária mal tratada. Com dores fortes e contrações, a faxineira procurou uma unidade de pronto atendimento. Mas, como a única maternidade pública da cidade​ de Peruíbe/SP​está fechada há quase um ano pela Vigilância Sanitária, ela foi obrigada a buscar assistência em outro município.

ADRIANA

‘Fiquei duas horas esperando uma ambulância, minha irmã me colocou no carro e fui para Itanhaém. Foi detectada a ausência de batimento cardíaco. O médico disse que não podia me atender porque não tinha leito.’ Depois percorrer 50 quilômetros e duas cidades, ela conseguiu um leito para fazer a indução do parto de Ana Luiza, já sem vida. ‘Já tinha problema de depressão. Agora, estou com a cabeça ruim. Se tivesse maternidade, nada disso estaria acontecendo’, diz.

O drama de Adriana, vivido em Peruíbe, litoral de São Paulo faz parte da realidade brasileira. Mais de três mil leitos de obstetrícia foram extintos em três anos no Brasil, de acordo com um levantamento do Conselho Federal de Medicina. A situação se repete na rede particular. Em São Paulo, nos últimos cinco anos, 17 maternidades fecharam as portas.

A falta de leitos obstétricos em todo o país tem explicação. Para o obstetra do Pré-Natal do Instituto Nacional de Saúde da Mulher da Fiocruz Marcos Nakamura, a maioria das unidades mudou de ramo em busca de mais lucro: ‘Os planos de saúde pagam pouco para os hospitais perto de um procedimento cirúrgico, como cardiológico e ortopédico. Os hospitais preferem fechar as maternidades para colocar especialidades mais rentáveis para esses hospitais’.

A carência de leitos obstétricos reflete na qualidade do atendimento. Cada vez mais, as maternidades estão cheias. Para garantir uma vaga em unidades de atendimento, muitos médicos têm agendado cesáreas, o que eleva ainda mais as taxas brasileiras. Pacientes também pedem para fazer a cirurgia com receio de não dar à luz num hospital de referência. Hoje, mais da metade dos partos é feita dessa forma no país.

Mesmo quem possui a cobertura de um plano de saúde se depara com a cobrança de um valor extra feito por obstetras. A justificativa para as gestantes é garantir que o médico escolhido faça o parto em vez de uma equipe de plantão.

A chamada taxa de disponibilidade, considerada irregular pelo Ministério da Saúde, mas tolerada pelo Conselho Federal de Medicina, costuma variar entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, com explica o corregedor da entidade, José Maia Vinagre. ‘Como não se sabe da disponibilidade do médico, que pode estar doente ou num congresso, não é antiético cobrar da paciente para ficar à disposição’, afirma.

Diante da pouca oferta de serviços na rede pública, muitas gestantes também não sentem segurança nos procedimentos dos planos de saúde e preferem pagar para ter um atendimento melhor.

​​De acordo com a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, que é uma listagem feita pela Associação Médica Brasileira, um parto no modelo particular custa entre R$ 8 mil e R$ 12 mil – incluindo o obstetra, um auxiliar, um anestesista e um pediatra neonatal. Mas, como muitas dessas mulheres têm planos de saúde, elas costumam ter o parto coberto total ou parcialmente.

BASTA-DE-INJUSTICAS

CADÊ O PS INFANTIL QUE A PREFEITA GARANTIU QUE IA FAZER EM SEU GOVERNO?

PS INFANTIL

POSTADO PELA EQUIPE DO BOCA DE RUA

MOMENTOS INESQUECIVEIS

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